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Noticia Arquivada

Porto do Pecém retoma rota da Aliança com mais agilidade e conta com 4 linhas de cabotagem


A infraestrutura e o atendimento do Porto do Pecém têm sido um diferencial nos serviços oferecidos aos clientes que procuram o modal marítimo para transporte de cargas. A cabotagem, navegação entre portos brasileiros, costuma ser alternativa ao transporte rodoviário e o Porto do Pecém retoma esta semana a escala Sling 2 da Aliança Navegação e Logística em novo formato.

 

A Sling 2 permitirá ao armador oferecer uma conexão mais rápida entre Santa Catarina e o Ceará. Além disso, a rota encurtará o tempo de trânsito das importações para o Estado, cujo transbordo acontece em Santos.

 

A rota já havia operado anteriormente no porto cearense e suspensa por questões estratégicas. A retomada se deu em função da demanda, porém com alterações que a deixaram mais ágil, fazendo chegar mais rapidamente ao destino.

 

Para Marcus Voloch, gerente geral de cabotagem e mercosul da Aliança, a nova escala visa ampliar a capacidade de espaço para cargas do Sul/Sudeste para Norte/Nordeste.

 

“O tempo de viagem entre Santa Catarina e o Ceará, que era de dez dias, cairá para seis dias. De Santa Catarina para Pernambuco, o ‘transit-time’ permanece em cinco dias. Passamos a oferecer o melhor transit time do mercado para essas praças”, enfatiza Voloch.

 

“A crescente demanda do mercado local, atrelada a uma moderna infraestrutura e altos padrões operacionais, são fatores essenciais à atração de novas linhas. Com um mix diverso de rotas atendidas no Pecém, as operações de contêiner ganham cada vez mais importância local e impulsionam o desenvolvimento de toda a região”, diz Daniel Rose, diretor superintendente da APM Terminals Pecém, que presta serviços operacionais no porto.

 

“Hoje o Porto de Pecém oferece a melhor produtividade operacional na Região Nordeste.  O Investimento do Estado e da APM foram e tem sido fundamental para o nosso crescimento na Região. De um ano para cá, dobramos a produtividade operacional para carregar e descarregar os nossos containers contribuindo para um melhor atendimento a cadeia logística”, declara André Magalhães, gerente nordeste da Aliança.

 

Cabotagem

 

A diretora comercial da Cearáportos, Rebeca Oliveira, ressalta a importância da cabotagem para o Brasil de uma maneira geral. Atualmente o Porto recebe quatro navios por semana nessa modalidade.

 

“A gente trabalhou muito para ter a cabotagem no Porto do Pecém, são cargas brasileiras, navios brasileiros e tripulação brasileira. É uma opção para o transportes terrestre e ferroviário, então, quanto maior o número de navios nessa modalidade, melhor, é mais opção de logística para os clientes. A cabotagem infelizmente não é tão difundida quanto deveria, mas fazemos a nossa parte,  tanto é, que a carga dela tem armazenagem e valor de operação diferenciados para estimular a adesão”, explica Rebeca.

 

Até julho deste ano a cabotagem cresceu 110%, se comparado ao mesmo período do ano anterior, esse crescimento se deu, principalmente, por conta dos desembarques de minério de ferro (2.238.794 t), produtos siderúrgicos (165.408 t), arroz (111.421 t), plásticos e suas obras (66.499 t), etc. Destacaram-se também os embarques de farinha de trigo (74.445 t), sal (72.206 t), cimentos (34.712 t) e placas de aço (27.613 t).

 

O minério de ferro é o principal produto desembarcado pela cabotagem, a maior parte dele (61%) vem do Porto de Ponta da Madeira (MA) e do Porto de Vitória (39%) no Espírito Santo.