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Canteiro de obras da correia em conclusão

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A correia transportadora que vai ser implantada no Pecém, embora mais moderna, é similar à existente na térmica da EDP em Sines, em Portugal

O estudo topográfico já foi aprovado, e a etapa de montagem da primeira parte deve começar até o mês que vem

Já está em fase de conclusão o canteiro para as obras da correia transportadora de carvão mineral a ser construída no Pecém, transportando o minério para a siderúrgica e termelétrica. O estudo topográfico já foi aprovado e já está definido o seu percurso. A previsão é que a etapa de montagem da primeira parte da correia tenha início até o mês que vem.

A correia tem extensão de 12 quilômetros, e é dividida em duas partes, sendo uma de responsabilidade do Governo do Estado e outra da termelétrica em instalação pelas empresas MPX e EDP. A etapa estatal terá 5,5 quilômetros, e fará uma ligação do Terminal Portuário do Pecém à futura siderúrgica a ser instalada no complexo industrial, dentro do território de São Gonçalo do Amarante. A outra fase, de 7,5 quilômetros, levará desta usina à termelétrica Energia Pecém, que também se localizará neste município.

De acordo com a Diretoria de Implantação e Expansão da Companhia de Integração Portuária (Cearáportos), o cronograma de instalação da correia está sendo mantido. A Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) informa que, até o fim do mês, o projeto executivo da etapa pública da obra deverá estar aprovado, o que permitirá o início da montagem. O investimento é de R$ 148,3 milhões e será empreendido pelo consórcio vencedor da licitação pública Pecém KN, que é formado pela cearense Normatel e pela mineira Koch do Brasil.

Já a parte privada está iniciando o seu projeto, e espera concluí-lo em três meses, segundo informa o engenheiro mecânico da termelétrica Luiz Tavares. Já as obras terão início em dezembro. “Estamos marcando uma reunião dia 14 para dar o pontapé inicial, para consolidar os entendimentos”, afirma. O contrato com a empresa TMFA para a instalação dos 7,5 quilômetros da correia já foi fechado, no valor de R$ 153 milhões.

No último dia 5, estiveram reunidos representantes da Energia Pecém, da EDP, da Seinfra e da Ener Consult empresa contratada para dar suporte à engenharia do empreendimento para consolidar os dados topográficos. “Foi definido que ela [a correia]deverá passar a uma distância mínima de 12 metros da zona de preservação ambiental e da adutora a ser instalada. Como ela é uma correia tubular, ela mantém a integridade do material transportado e do meio ambiente. Então, as questões ambientais serão todas respeitadas”, afirma.

Ele informa que o licenciamento ambiental para a parte externa ao terreno próprio da termelétrica já foi repassado pela Seinfra, após expedição da Semace (Superintendência Estadual do Meio Ambiente). A expectativa é de que em setembro de 2010 o equipamento já tenha passado por todos os testes e esteja apto a operar.

A correia vai operar com uma velocidade de 4 metros por segundo e com uma capacidade de transportar 2.400 toneladas de carvão mineral por hora. O equipamento será similar ao da Usina Termelétrica de Sines, em Portugal, também controlada pela EDP.

A esteira ficará localizada entre o berço interno do Terminal de Granéis Sólidos e Produtos Siderúrgicos (TSID) e os pontos de entrega. A correia receberá o produto retirado de navios mediante o uso do descarregador, cujo equipamento está aguardando o lançamento da licitação junto à Procuradoria Geral do Estado (PGE).

Fonte: (Diário do Nordeste- Forlaleza)