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Notícia

Maternidade sem maquiagem: um relato sobre os benefícios e desafios do aleitamento materno

No cotidiano, costumamos usar a expressão “foi um parto” para nos referir a algo muito difícil de ser enfrentado. Porém, nem sempre esse é o maior desafio da maternidade. Na semana em que é comemorado o Dia Mundial da Amamentação (1° de agosto), te convidamos a conhecer um pouco mais sobre a importância dessa prática para a saúde da mãe e do filho e, através do olhar de Nuziana Lopes, mãe e colaboradora do Complexo do Pecém há 5 anos, compartilhamos também os desafios em torno do aleitamento materno.

Mãe da Laura, de três anos; e da Larissa, de três meses, Nuziana teve duas experiências de maternidade completamente diferentes. Ela faz questão de desmistificar a ideia de que a amamentação é um caminho de apenas flores. “Na minha primeira gravidez, não tinha experiência nenhuma com amamentação. Muita gente fala que amamentar é algo intuitivo, muito fácil. Mas nem sempre é assim. A Laura teve muita dificuldade para pegar o peito. Tive mastite (uma inflamação nos tecidos da mama), meu peito sangrou”, compartilha.

Laura e Larissa

A AJUDA DO ESPECIALISTA

Diante dessas dificuldades, Nuziana tomou uma decisão importante. “Contratei uma pessoa especialista em cuidados neonatais para me ajudar com a amamentação, o que melhorou em 90% esse processo. Amamentei minha primeira filha até um ano e meio, fazendo também as devidas introduções alimentares. Com isso, percebia que a Laura estava muito saudável, praticamente não adoecia. Associei isso ao aleitamento”, complementa.

Tal associação está correta. Segundo a enfermeira especialista em obstetrícia e neonatologia, Ahellen Saarah Lima, a amamentação garante mais saúde para o bebê e para a mãe. “As crianças amamentadas são mais inteligentes, têm menos doenças respiratórias, diarreias e alergias. Além disso, a amamentação fortalece o sistema imunológico, diminui o risco de desenvolver obesidade e diabetes tipo 2. Também há benefícios para as mães que amamentam, como a diminuição do sangramento pós-parto, a maior perda de peso e o fator protetor para câncer de mama, ovário e endométrio”, ressalta.

O PODER DO CONHECIMENTO

Nuziana e Larissa

A experiência acabou ajudando Nuziana na sua segunda gravidez. Isso porque, quando a Larissa chegou, as informações e técnicas aprendidas anteriormente foram cruciais para uma amamentação mais tranquila e natural.

“A Larissa eu já sabia como amamentar. No hospital mesmo ela já pegou muito bem o peito, sem dificuldades. Alimenta-se de forma regular e está ganhando peso adequadamente para a sua idade, o que é um ótimo sinal de que o aleitamento está sendo feito corretamente”

pontua Nuziana, que já está se preparando para retornar ao trabalho, buscando minimizar os impactos da distância da pequena Larissa.

Para o retorno ao trabalho, Ahellen Saarah Lima dá dicas valiosas para minimizar a interferência na alimentação da criança. “Pelo menos 15 dias antes de voltar ao trabalho, as ordenhas devem ser iniciadas, para o corpo se ajustar à nova demanda de produção de leite. A retirada de leite pode ser realizada com as mãos, com bomba manual ou elétrica, em casa e até no trabalho. No período que a mãe estará ausente, o leite ordenhado será ofertado ao bebê, entretanto, quando voltar do trabalho, ela poderá amamentar, mantendo assim o aleitamento materno exclusivo nos seis primeiros meses”, conclui a enfermeira.

Confira outras mães do Complexo do Pecém que estão curtindo essa fase inicial da vida dos pequenos:

Edileida (RH)
Kaline (Operação)
Aglaiane (Segurança Patrimonial)